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Erick Mattos transforma memória e afeto em refúgio emocional em “Sempre que lembrar de mim”


Erick Mattos é daqueles artistas que constroem canções a partir da própria experiência, fazendo da vivência um elemento central de sua criação. Cantor, compositor e narrador sensível das próprias histórias, ele transforma amor, dor, cuidado e superação em matéria-prima para uma obra que se comunica pela honestidade. Em “Sempre que lembrar de mim”, Erick reafirma essa identidade ao apresentar uma faixa que funciona como abraço, desabafo e convite à ternura, mesmo diante das durezas impostas pela vida.


A canção nasce no ponto exato onde memória e sentimento se encontram. Longe de idealizações, Erick canta sobre um amor real, atravessado por cicatrizes, lembranças e afetos que resistem ao tempo. Sua escrita é direta e íntima, marcada por um desejo genuíno de acolher quem escuta. Cada verso soa como uma conversa franca entre pessoas que se amaram profundamente e que, mesmo após a distância, ainda se reconhecem nas marcas deixadas pela convivência.


A interpretação é um dos grandes destaques da faixa. O timbre de Erick Mattos, quente e vulnerável, conduz a narrativa com equilíbrio entre nostalgia e esperança. Há suavidade no modo de cantar, mas também firmeza — a de quem já atravessou períodos difíceis e aprendeu que a reconstrução é possível. Essa dualidade entre delicadeza e força confere autenticidade à canção e posiciona Erick como um artista que canta emoções sem recorrer ao exagero.


Musicalmente, “Sempre que lembrar de mim” se desenvolve com elegância e contenção. Os arranjos respeitam o protagonismo da voz, criando um ambiente onde respirações, pausas e intenções ganham significado. A canção cresce apenas quando a emoção pede e silencia quando o silêncio também comunica. Essa escolha revela maturidade artística e segurança estética, reforçando a ideia de que emocionar não exige grandiosidade, mas verdade.


Como compositor, Erick Mattos demonstra habilidade em transformar experiências pessoais em narrativas universais. Ele fala de dor sem vitimismo, de amor sem fantasia e de saudade sem melodrama. Ao compartilhar sua história como caminho — e não como confissão — cria uma identificação imediata com o ouvinte, que se vê refletido na letra e nas sensações evocadas pela música.


“Sempre que lembrar de mim” ultrapassa o rótulo de canção romântica para se firmar como um exercício de resiliência emocional. Erick propõe uma reflexão sobre ciclos, despedidas e recomeços, lembrando que estar pronto “pro que vier” também é uma forma de amor próprio. Em um cenário musical marcado por excessos, o artista se destaca ao apostar na sensibilidade, na simplicidade e na honestidade. Sua voz, humana e carregada de histórias, conduz uma faixa que permanece no imaginário — daquelas que, sempre que voltam à memória, reafirmam a força de seguir em frente.



 
 
 

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