Lamont Jackson revisita “Careless Whisper” e entrega um cover com alma, visão e respeito
- Nosso Som

- 1 de dez. de 2025
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Revisitar um clássico imortal como “Careless Whisper” é um desafio que poucos artistas conseguem encarar com a combinação certa de técnica, sensibilidade e propósito. Em sua nova versão, Lamont Jackson não apenas aceita esse desafio — ele o transforma em um gesto artístico autêntico, capaz de honrar o legado de George Michael enquanto imprime uma identidade própria, elegante e emocionante.
Desde cedo inspirado pela força delicada da obra de George Michael, Lamont aborda o cover como quem toca em algo sagrado: com respeito, mas também com a coragem de oferecer uma leitura pessoal. Ele não tenta replicar o original — tarefa impossível e desnecessária — mas abre caminhos. Sua interpretação vocal é madura, rica em nuances, conduzida com cuidado e marcada por uma compreensão profunda do peso emocional da letra.
O arranjo, contemporâneo e cuidadosamente lapidado, sustenta essa proposta. Mantém a essência nostálgica do clássico dos anos 80, porém o aproxima do pop atual com naturalidade e sofisticação. Há espaço para a melodia respirar, para o drama aparecer sem excessos, e para a personalidade de Lamont florescer com clareza. É uma versão que cruza décadas e encontra relevância no presente.
Além da estética, há estratégia. Com esse lançamento, Lamont Jackson mira a expansão do seu público, o fortalecimento de sua presença nas plataformas de streaming e a conquista de curadorias de playlists — movimentos cruciais para quem constrói carreira com consistência e visão de futuro. Escolher um hino global como porta de entrada é uma decisão inteligente: aproxima novos ouvintes, aciona referências afetivas e posiciona o artista no mapa do pop contemporâneo.
No fim, Lamont entrega mais do que um cover. Entrega uma declaração artística. Uma homenagem sincera ao legado de George Michael, um espelho da própria sensibilidade musical e um passo firme rumo aos próximos capítulos de sua trajetória.
Uma versão feita com alma — e versões com alma sempre atravessam o tempo.






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